História da Pastoral Familiar no Brasil
    
As primeiras linhas de organização da Pastoral Familiar têm precedentes históricos dos Sínodos dos Bispos realizado em 1980 em Roma, de 26 de Setembro a 25 de Outubro, no qual este foi uma continuação natural dos dois precedentes; a família cristã, de fato, é a primeira comunidade chamada a anunciar o Evangelho à pessoa humana em crescimento e levá-la, através de uma catequese e educação progressiva, à plenitude da maturidade humana e cristã.

Neste Sínodo, solicitado à Sua Santidade, o Papa João Paulo II, que fizesse intérprete diante da humanidade, da vida solicitude da Igreja pela família.

Iluminado pela fé, o Papa, representante máximo da Igreja, fez conhecer toda a verdade sobre o precioso bem do matrimônio e da família, e sobre os seus significados mais profundos.

Num momento histórico, em que a família é alvo de numerosas forças que procuram destruir, se viu a necessidade de começarmos, inspirados pela força do Espírito Santo, a nos organizar.

Daí a determinação do Papa: que se crie a Pastoral Familiar, que seja uma ação realizada na Igreja, com a Igreja e pela Igreja, de forma ordenada, planejada, por meio de agentes específicos e com metodologia própria, tudo visando à evangelização da família.

Este Sínodo, marcado pelas palavras do Papa João Paulo II, ainda hoje têm uma maior atualidade e uma mais pungente necessidade de se pôr em prática:

- Em cada Diocese – vasta ou pequena, rica ou pobre, dotada ou não de clero – o Bispo estará agindo com sabedoria pastoral, estará fazendo “investimento” altamente compensador, estará construindo, a médio prazo, a sua Igreja particular, à medida que der o máximo apoio a uma Pastoral Familiar efetiva”

No Brasil, a Pastoral Familiar começou a sistematizar a sua caminhada própria a partir de 1989. Em 1993, obteve um maior estímulo com a publicação do subsídio “Pastoral Familiar no Brasil”, nº. 65 da Coleção Estudos da CNBB. Esse documento, ainda hoje atual, na 14ª edição, sintetiza dados, subsídios e diretrizes da Pastoral Familiar e figura como um “embrião” deste diretório da Pastoral Familiar em nosso País.

Em 1992, respondendo às necessidades das bases, manifestadas crescentemente nos Encontros Nacionais, foi criado em Curitiba, o Instituto da Pastoral Familiar (IPF), hoje, Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (INAPAF), sediado em Brasília. Sua Finalidade é prover a formação de agentes da Pastoral Familiar. Também nessa época os Congressos Nacionais da Pastoral Familiar firmaram a sua presença e passaram a ser precedidos pelos Encontros Nacionais de Assessores Espirituais da Pastoral Familiar.

Em 1994, a CNB escolheu a família como tema da Campanha da Fraternidade. Com o lema “A família, como vai?”, lançou “o olhar sobre a realidade da família” e percebeu a situação extremamente delicada em que esta se encontrava.

Na esteira desses acontecimentos, unidos ainda aos pronunciamentos do Papa – tanto nas visitas ao Brasil quanto aos Bispos brasileiros em Visitas Ad Limina – a Pastoral Familiar deu passos mais decididos. E a partir do “II Encontro Mundial do Papa com as Famílias” e o respectivo Congresso Teológico-Pastoral, realizado na cidade do Rio de Janeiro (1997), os avanços foram ainda maiores.

Em 1998, o então Setor Família da CNBB apresentou à 36ª. Assembléia Geral da CNB, os primeiro desdobramento do 2º. Encontro Mundial do Papa com as Famílias no Brasil. Traçou metas mais concretas para agilizar as ações de implantação da Pastoral Familiar nas Paróquias e oferecer subsídios para a formação e informação das famílias. Elaborou e publicou o Guia “Pastoral Familiar na Paróquia”, para ajudar as comunidades a implantarem e iniciarem os trabalhos na paróquia. Em junho de 2001, editou o “Guia de Preparação para a Vida Matrimonial”.

A partir de 1999, iniciaram-se também os Fóruns e Cursos de Bioética, com Equipe de Bioética do Núcleo de Reflexão e Apoio (NURAP) do Setor Família. Em 2000, criou-se a Equipe de Políticas Familiares do NURAP, que deu início aos Seminários e Fóruns de Políticas Familiares, em parceria com o Instituto João Paulo II: o Pontifício para Estudos e Ciências sobre o Matrimônio e Família, de Salvador/BA.